de quando eu era criança, e não tinha preocupação de nada. Não sabia o que era amar, mas ao mesmo tempo praticava o amor, de quando eu não tinha amizades falsas e não precisava brigar por bobagem. Claro que eu fazia birra por quase tudo, mas o amor de meus pais fazia eu superar qualquer chorinho bobo. Sinto saudade de quando eu acreditava em coelhinho da páscoa, ou no papai noel, ah.. eu esperava esse velhinho a noite inteira acordada, e em momento algum passava pela minha cabeça que seria somente meus pais. Saudade de quando não precisava se acordar cedo, pra ir pra escola. E quando eu ficava doente? Aí mesmo que eu recebia todo amor do mundo, até de quem menos me via. Eu podia fazer qualquer coisa, qualquer mesmo! Acho que o único medo que eu tinha, era do escuro e o resto era o resto. Mas hoje a guria, virou mulher, ou quase uma, uma mulher que ainda não saiu da sua infância, que ainda é criança quando se dever ser, só que hoje eu sei amar, amar de verdade!
(Paula Boroni)

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